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Uma escova de dentes velha não é apenas ineficaz, é perigosa para o esmalte e as gengivas
Se a sua escova de dentes tem estado a “viver” num copo durante seis meses, temos más notícias. Uma escova de dentes velha não é apenas ineficaz, é perigosa para o seu esmalte e gengivas.
Sabemos que deve escovar os dentes duas vezes por dia, durante um mínimo de dois minutos cada. No entanto, há outro pormenor importante que muitas pessoas ignoram – mudar a escova de dentes regularmente. De acordo com a Cleveland Clinic, deve substituir a sua escova de dentes a cada três ou quatro meses, e isso é o mínimo.
Mesmo que enxagúe bem a escova após cada utilização, com o passar do tempo ela continua a ser um habitat para as bactérias e perde eficácia.
Quando é exatamente a altura de mudar a sua escova
Concentrar-se apenas na cor das cerdas não é a melhor estratégia. É melhor colocar um lembrete no seu calendário. Mas há situações em que pode ser necessário substituir o pincel mais cedo do que daqui a três meses:
- as cerdas ficaram desgrenhadas ou deformadas;
- tiver tido gripe, dor de garganta ou outra infeção;
- a escova caiu na sanita ou foi deixada numa caixa fechada durante muito tempo;
- foi roída por um animal de estimação;
- ela estava a “rebolar” num saco sem proteção.
A escova velha não é apenas uma questão estética, é uma questão de segurança.
Porque é que uma escova velha é um problema
Alberga bactérias
A nossa boca é um microcosmos. Algumas bactérias são benéficas, outras não. E elas instalam-se facilmente nas cerdas.
O simples facto de enxaguar com água não elimina completamente os germes. Se tiver estado doente, as bactérias e os vírus podem permanecer na sua escova mesmo depois de ter recuperado e contribuir potencialmente para uma reinfeção. É por esta razão que os dentistas recomendam mudar a escova imediatamente após uma doença.
Limpa pior os seus dentes
As cerdas desgastam-se com o tempo. Milhares de movimentos para a frente e para trás todos os dias fazem com que a escova perca a sua forma:
- a placa bacteriana é removida com menos facilidade;
- aumenta o risco de cáries dentárias;
- pode desenvolver-se gengivite – inflamação das gengivas.
Além disso, a barba por fazer pode tornar-se demasiado agressiva.
Pode danificar o esmalte e as gengivas
Quando as cerdas estão gastas, as pessoas começam, muitas vezes sem saber, a escovar com mais força. A pressão excessiva e as cerdas ásperas podem ser:
- Danificar o esmalte;
- causam sensibilidade dentária;
- causam recessão gengival – quando a gengiva se afasta do dente.
E isto já não é uma questão estética, mas sim uma questão dentária.
Escovas eléctricas
Pode parecer que as cabeças das escovas eléctricas duram mais tempo, mas não é verdade. Apesar de serem rotativas e tecnologicamente avançadas, desgastam-se tão rapidamente como as escovas normais. E têm a mesma probabilidade de acumular bactérias.
A recomendação é a mesma: substituí-las a cada 3-4 meses.
Como prolongar a vida útil da sua escova
Para garantir que a escova “vive” em todo o seu potencial sem desgaste prematuro:
- guarde-a na vertical;
- não manter o estojo sempre fechado;
- enxaguar bem após a utilização;
- não o partilhar com ninguém;
- não pressionar com demasiada força durante a limpeza.
Anote a data de substituição com um marcador na caneta ou defina um lembrete no seu smartphone.
Mudar a sua escova de dentes a cada três ou quatro meses parece bastante simples. No entanto, este mesmo hábito pode ter um impacto significativo na saúde dos seus dentes e gengivas. Uma escova nova é..:
- uma limpeza mais eficaz;
- menor risco de cárie dentária;
- gengivas saudáveis;
- menos bactérias.
Gastamos dinheiro em cosméticos, cuidados com a pele e com o cabelo, mas esquecemo-nos que o nosso sorriso também faz parte do nosso estilo e confiança. Por vezes, a melhor atualização de beleza é apenas uma nova escova de dentes.
