Quantas lanças se partem em disputas sobre a caiação, mas o mesmo número de árvores fica, todas as primaveras, com a casca queimada, porque os proprietários deram ouvidos a conselheiros espertos e decidiram que basta caçar os troncos em novembro.
O sol de fevereiro e março não assa infantilmente e, se uma árvore fica com a casca cinzenta, aquecendo a temperaturas críticas durante o dia e congelando durante a noite, fica com as próprias queimaduras de frio, que depois se transformam em buracos, relata o correspondente do .
A caiação de outono só é boa para proteção contra os roedores, mas contra as queimaduras solares deixa de funcionar já em janeiro, porque é lavada pelas chuvas e descasca.
A estratégia mais competente consiste em branquear as árvores duas vezes: no final do outono, para que as lebres não roam a casca, e necessariamente no final de fevereiro ou no início de março, quando o sol começa a aquecer e a neve ainda está presente.
A tinta ou cal deve ser tal que seja respirável mas reflicta a luz, caso contrário a casca sob uma camada sólida de acrílico secará simplesmente durante o degelo.
A cal apagada com a adição de argila e estrume de vaca é a composição ideal que dura muito tempo e não prejudica a madeira, ao contrário dos esmaltes sintéticos.
Muitas pessoas são demasiado preguiçosas para caiar em altura, limitando-se aos fustes, mas o sol queima os ramos esqueléticos, sobretudo no lado sul, onde a casca é mais delicada.
Se caiar as bifurcações dos ramos principais, a árvore agradecerá com uma floração agradável e uma proteção contra o cancro da casca, que é muito difícil de tratar.
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