Quantas vezes, durante o verão, vimos uma imagem triste: enormes arbustos de tomateiros erguidos numa parede verde, mas os frutos neles – um ou dois e uma mão-cheia, e todos pequenos, uma espécie de lentidão.
A razão é sempre a mesma – a piedade humana, que impede a tempo de arrancar os rebentos extra que crescem a partir das axilas das folhas e retiram a força à planta, relata o correspondente da .
É necessário lembrar de uma vez por todas: tudo o que cresce abaixo do primeiro pincel de flores deve ser removido sem piedade, assim que o enteado atingir um comprimento de três ou quatro centímetros.
É preferível retirá-lo com as mãos, não com uma tesoura, deixando um pequeno cepo, que não dará origem a um novo rebento no mesmo local, e fazê-lo necessariamente de manhã num dia de sol.
Se perder o momento e deixar o enteado crescer demasiado, a planta já gastou as suas forças com ele, e a remoção de um rebento tão gordo será um stress para o tomateiro. O ideal é passar pela estufa de cinco em cinco dias e simplesmente arrancar o excesso com dois dedos, sem deixar que o crescimento excessivo transforme o canteiro numa selva.
Nas variedades indeterminadas que crescem até ao teto, é necessário formar estritamente um só caule, eliminando todos os concorrentes, e então toda a nutrição irá para as escovas, que murcharão uma após outra.
A rega após a passagem é melhor adiar por um par de dias, para que as feridas sequem e não abram o portão para a infeção, que gosta de humidade.
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