As discussões mais estúpidas resultam muitas vezes do facto de um esperar ajuda e o outro nem sequer se aperceber de que ela é necessária.
Por alguma razão acreditamos que uma pessoa amorosa deve ler as mentes, e ficamos ofendidos quando isso não acontece, relata um correspondente do .
Mas a verdade é que mesmo o parceiro mais sensível não é capaz de olhar para dentro da cabeça, e dicas como “adivinha-te” só funcionam no cinema. Na vida, levam ao facto de um estar a guardar ressentimentos e o outro não compreender sinceramente o que se passa.
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Um pedido direto não é uma humilhação ou um sinal de fraqueza, mas uma demonstração de respeito por si e pelo seu parceiro. Quando dizemos “ajuda-me, por favor”, não nos estamos a colocar numa posição de dependência, estamos simplesmente a dividir a tarefa em dois.
É importante lembrar que a forma do pedido determina a resposta a ele: uma exigência provoca resistência, enquanto um pedido provoca o desejo de responder. A diferença entre “tens de fazer” e “preciso da tua ajuda” é enorme.
Muitas pessoas têm medo de parecer intrusivas e preferem lidar com a situação sozinhas até explodirem de exaustão. Mas esta abordagem não nos torna heróis – torna-nos solitários numa relação onde duas pessoas deveriam estar.
Saber pedir é também saber aceitar a rejeição sem a transformar numa tragédia. Por vezes, um parceiro não pode mesmo ajudar neste momento, o que não significa que seja mau ou desamoroso.
A verdadeira intimidade não nasce da não rejeição, mas da capacidade de dizer “não” e de ser ouvido. E quando ambos se apercebem disso, os pedidos deixam de ser um campo de batalha e passam a ser apenas uma conversa.
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