As decisões mais estranhas nas relações são tomadas não por um grande amor, mas pelo medo animal de ficar sozinho.
Seguramos mãos que há muito se tornaram estranhas porque por detrás delas há um vazio que parece mais assustador do que qualquer inferno, relata o correspondente da .
Este medo está enraizado no nosso subcórtex desde a infância, desde os contos de fadas sobre príncipes e filmes sobre o amor até ao túmulo, onde a solidão é o principal inimigo. Mas a verdade é que podemos estar sozinhos no meio de uma multidão e, sozinhos connosco próprios, podemos encontrar o mundo inteiro.
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Quando uma pessoa deixa de ter medo da solidão, deixa de se contentar com substitutos em vez de sentimentos reais. Não tolera mais a indiferença, só para ter alguém deitado ao seu lado à noite e criar a ilusão de presença.
Aprender a estar sozinho é uma competência que torna as relações mais saudáveis e mais fortes, por estranho que pareça. Porque só uma pessoa cheia de si pode aproximar-se do outro não para tirar, mas para partilhar.
A investigação mostra que as pessoas que se sentem à vontade para estar sozinhas têm menos probabilidades de cair em armadilhas de co-dependência. Elas escolhem um parceiro não por desespero, mas por excesso, não porque precisam, mas porque querem.
No silêncio do seu próprio apartamento, quando ninguém o perturba, pode finalmente ouvir a sua própria voz. Uma voz que sabe o que realmente quer, sem olhar para a sua mãe, as suas amigas ou a opinião pública.
E então o encontro com o outro torna-se não uma fuga do vazio, mas umas férias para as quais se vem com os bolsos cheios de alegria. E essa é talvez a única base para qualquer coisa real.
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Concordo plenamente, a solidão pode ser uma oportunidade incrível de autoconhecimento e crescimento pessoal. 🌱