A vitamina K, conhecida sobretudo pelo seu papel na coagulação do sangue, pode também estar ligada à preservação da força muscular na velhice. Esta é a conclusão de um artigo de revisão do Northern Sichuan Medical College. O artigo foi publicado na revista Frontiers in Nutrition.
Os investigadores analisaram dados sobre a possível relação entre a vitamina K e a sarcopénia – uma perda de massa muscular, de força e de resistência relacionada com a idade, que aumenta o risco de quedas e de perda de independência. De acordo com as suas conclusões, a vitamina K está envolvida na ativação das chamadas proteínas dependentes da vitamina K, incluindo a osteocalcina, a MGP e a Gas6. Estas moléculas estão ligadas à regeneração dos tecidos, à saúde vascular e ao metabolismo energético dos músculos.
Em modelos experimentais, a vitamina K demonstrou igualmente propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, bem como efeitos sobre o funcionamento das mitocôndrias, as “estações de energia” celulares cuja disfunção é considerada um fator de perda de tecido muscular associada à idade.
Os estudos observacionais mostram mais frequentemente uma associação positiva: as pessoas com níveis mais elevados de vitamina K têm melhor função física, maior força de preensão e menor risco de limitações funcionais.
No entanto, os resultados dos ensaios clínicos com suplementos permanecem inconsistentes. O efeito pode depender da forma da vitamina (K1 ou K2), da dosagem e do estado de saúde dos participantes.
Os autores sublinham que, nesta fase, a vitamina K não pode ser considerada como um meio comprovado de prevenção da sarcopénia. No entanto, a manutenção de níveis adequados na dieta – através de vegetais de folha verde e alimentos fermentados – pode ser um elemento potencialmente útil de uma estratégia de envelhecimento saudável.

É interessante como a vitamina K pode influenciar a força muscular na velhice, mas será que a alimentação sozinha é suficiente para manter esses níveis?