Cientistas da Universidade Estatal dos Urais do Sul (SUSU), juntamente com colegas de Ekaterinburgo, Novosibirsk e da cidade chinesa de Wuhan, descobriram que o apoio dos amigos pode reduzir os níveis de stress em 90%, noticia o TASS.
A investigação foi efectuada durante 17 anos. A experiência foi efectuada em ratos de laboratório. Foram utilizados animais com diferentes graus de proximidade: indivíduos que não se conhecem, que também coabitam perto uns dos outros, ratos – parentes, mãe e descendência.
A experiência mostrou que, em 78% dos casos, o nível de medo, a reação de congelamento, na presença de um parceiro diminui para uma média de 90%. A nível hormonal, isto é acompanhado por uma queda de 30-45% na corticosterona.
Os investigadores referem que existem duas razões para este resultado. Uma está relacionada com as hormonas do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, entre as quais a corticosterona. A outra razão tem a ver com os neurotransmissores.
“A resiliência ao stress crónico imprevisível também foi concluída pelos cientistas. Existe um fator neurotrófico (BDNF), uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurónios. O apoio social aos ratos não só promoveu a produção desta proteína, como também normalizou literalmente a expressão de genes, incluindo o HDAC, necessários para restaurar a neuroplasticidade perturbada pelo stress”, explica a universidade.
Os autores do estudo acreditam que estes resultados ajudarão na procura de biomarcadores e de alvos para o diagnóstico e o tratamento da perturbação de stress pós-traumático nos seres humanos.
