Muitos donos acreditam que se um gato não sai à rua e parece limpo, não precisa de ser banhado.
Um terapeuta veterinário explica que existe uma média dourada e que a recusa total de procedimentos com água é tão prejudicial quanto a lavagem semanal, relata .
A pele de um gato está coberta por uma camada protetora de sebo que regula a humidade e protege contra bactérias e fungos.
A ausência total de banho faz com que, com o tempo, esta camada fique contaminada com poeira e células mortas, deixando de cumprir a sua função.
A frequência ideal para dar banho a um gato doméstico saudável é uma vez em cada 4-6 meses, mesmo que pareça perfeitamente limpo. Isto é suficiente para remover as impurezas sem perturbar o equilíbrio natural da pele e do pelo.
As excepções são as raças carecas que suam por todo o corpo e os gatos com doenças de pele para os quais o médico prescreve banhos terapêuticos.
A lavagem também é necessária se o animal se tiver sujado com algo tóxico ou simplesmente muito sujo, sem esperar por um horário.
Utilize apenas champôs para gatos, os champôs para humanos perturbam o equilíbrio ácido-alcalino e secam a pele. Após o banho, secar bem o pelo, especialmente nas raças de pelo comprido, para evitar o desenvolvimento de fungos no subpêlo.
Habitue o seu gato à água desde a infância, pois assim o banho não será stressante, mas apenas um procedimento desagradável mas tolerável.
E lembre-se: um gato lambe-se durante horas não por uma boa vida, mas porque é inerente à natureza, e a nossa tarefa não é interferir, mas sim ajudá-lo a manter-se limpo.
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