Como aprender a perdoar-se a si próprio numa relação: o perdão onde tudo começa

Falamos muito sobre a importância de perdoar o seu parceiro, de deixar os rancores de lado e de não guardar raiva.

Mas há um perdão sem o qual todos os outros não têm sentido – é perdoarmo-nos a nós próprios pelos nossos erros, fraquezas e imperfeições, relata o correspondente do .

Quantas vezes já nos corrompemos por nos termos irritado, gritado e dito coisas desnecessárias numa discussão? Quantas vezes repetimos cenários de comportamento ideal nas nossas cabeças e nos odiámos por não termos conseguido?

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Esta crítica interna, este eterno juiz interior não nos permite respirar plenamente numa relação. Aproximamo-nos do nosso parceiro já culpados, já à espera de castigo, e comportamo-nos em conformidade.

A psicologia sabe: a forma como nos tratamos a nós próprios projecta-se na relação e recebe feedback. O eu não perdoado procurará a confirmação da sua inutilidade em cada olhar do seu parceiro.

Perdoar-se a si próprio significa reconhecer que é um ser humano, não um robô, e que tem o direito de cometer erros. Admitir que, em momentos de cansaço, dor, stress, pode dizer a coisa errada, fazer a coisa errada, e isso não faz de si um monstro.

Não se trata de ser irresponsável ou de “eu sou quem sou, aceita-o”. Trata-se de parar de se bater pelos erros cometidos e começar a corrigi-los, se possível, e seguir em frente com a sua vida.

Só aquele que se perdoou a si próprio é capaz de perdoar verdadeiramente o outro, sem pedir indemnização nem contabilizar a perda. Porque ele conhece o preço da fraqueza humana e sabe distinguir um erro de uma ofensa.

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Comments number: 2
  1. Lisa Myers

    Por que será que é tão fácil perdoar os outros e tão difícil perdoar a gente mesma? Afinal, quem é que merece um castigo mais pesado: nós ou nossos erros?

  2. Nicole Torres

    Se perdoar é tão importante, será que a gente pode ter um ‘carnê de perdão’ para os erros repetidos?

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