Apesar dos mitos comuns, a evidência científica mostra que a masturbação e a ejaculação não são prejudiciais à saúde, mas podem ter um efeito protetor. Em particular, os estudos indicam uma possível ligação entre a frequência da ejaculação e uma redução do risco de cancro da próstata. A notícia é avançada pelo portal Metro.
Um grande estudo, publicado na revista European Urology, incluiu cerca de 32.000 homens e durou 18 anos. Os investigadores descobriram que os homens que tinham cerca de 21 ejaculações por mês apresentavam um risco 20% inferior de desenvolver cancro da próstata em comparação com os que tinham 4-7 ejaculações por mês.
Os investigadores da Harvard Medical School e do Brigham and Women’s Hospital chegaram a conclusões semelhantes: a ejaculação regular – quer ocorra em resultado de relações sexuais, masturbação ou durante o sono – pode estar associada a um menor risco de doença.
Os mecanismos exactos deste efeito não são totalmente claros. Uma hipótese é que a ejaculação regular ajuda a “limpar” a glândula prostática de substâncias potencialmente nocivas que se podem acumular no líquido seminal. É também possível que os homens com maior atividade sexual tenham geralmente um estilo de vida mais saudável.
No entanto, os especialistas sublinham que se trata de uma relação estatística e não de uma garantia direta de proteção contra o cancro. Outros factores – idade, genética, estilo de vida e saúde geral – também influenciam o risco da doença.
Além disso, nos últimos anos, os cientistas alertaram para o aumento da incidência do cancro da próstata: prevê-se que o número global de mortes por esta doença possa aumentar significativamente nas próximas décadas. A atividade sexual regular pode ser um fator associado à manutenção de uma boa saúde, mas não substitui os exames médicos e a prevenção.


Então, se ejacular 21 vezes por mês é bom para a saúde, isso significa que os super-heróis devem ter a próstata sempre em dia?