Entre as categorias de medicamentos que mais frequentemente causam efeitos secundários que podem afetar a condução estão os anti-histamínicos, sedativos, analgésicos opiáceos, antipsicóticos, miorrelaxantes, antiparkinsónicos, alguns antidepressivos, ansiolíticos (medicamentos para o tratamento da ansiedade) e alguns medicamentos para a hipertensão, disse Valentina Milovanova, diretora de marketing da Ozon Pharmaceuticals, à Gazeta.Ru.
“Não existe uma lista geral universal de medicamentos de prescrição e de venda livre que sejam contra-indicados para os condutores. Mas as instruções na secção “Contra-indicações” ou “Efeitos secundários” podem indicar se o medicamento afecta a capacidade de conduzir. Se as instruções indicarem que o medicamento pode causar sonolência, diminuição da concentração ou outras condições potencialmente perigosas durante a condução, deve ser evitada a condução”, explicou o especialista.
As drogas que causam sonolência ou diminuição da concentração podem afetar a capacidade de condução das seguintes formas: reação lenta a estímulos externos, redução da capacidade de concentração na estrada e de tomada de decisões rápidas, sonolência e até breves episódios de inconsciência, tonturas e diminuição da visão.
“A segurança na estrada não depende apenas do cumprimento das regras, mas também do estado do condutor. Não vale a pena arriscar a sua própria vida e a dos outros conduzindo um veículo num estado em que a reação e a atenção estão reduzidas devido à medicação”, concluiu Milovanova.

